sábado, 24 de maio de 2008

Verdades & Mentiras

1. Quem quer emagrecer deve fazer apenas duas refeições por dia?
Mentira: Para o organismo é mais fácil processar cinco refeições pequenas do que duas ou três grandes. Além disso, o apetite será menor e o organismo mandará menos reservas para os depósitos de gordura.

2. As bebidas alcoólicas engordam?
Verdade: O organismo queima primeiro as calorias fornecidas pelo álcool e manda o resto (as calorias de um canapé ingerido junto com uma bebida, por exemplo) para ser armazenado.

3. O uso de laxantes ajuda a emagrecer?

Mentira: Os laxantes podem causar entre outros problemas, a desidratação. Durante o período de duração da dieta, uma pessoa tende a evacuar com menor frequência, sem que isso represente qualquer prejuízo para a saúde.

4. Problemas emocionais dificultam o emagrecimento?
Verdade: O ideal é só dar início a uma dieta para melhorar o visual externo quando estiver emocionalmente mais forte. Além disso, o melhor motivo para fazer dieta é porque gosta de si e porque quer sentir-se melhor.

5. Comer apenas frutas ajuda a emagrecer?
Mentira: Apesar de ter menos calorias do que um gelado de chocolate, por exemplo, algumas frutas também têm muitas calorias. Dessa forma, nunca se deve fazer uma dieta, sem ouvir a opinião de um profissional.

6. Mastigar várias vezes a comida ajuda a emagrecer?
Verdade: Quanto mais tempo dedicar à mastigação, melhor. Quem come muito rápido tem tendência a comer mais, sem dar muita atenção ao sabor dos alimentos. A comida demora tempo para ser absorvida, ir para o sangue e dar a informação de saciedade ao cérebro.
7. Qualquer dieta, desde que seja de até 1.200 calorias dá resultado?
Mentira: Muitas pessoas que chegam a consumir menos de 500 calorias por dia e não conseguem emagrecer, pois tem muito a ver com combinação alimentar. Uma dieta deve proporcionar nutrição balanceada sem causar anemia, ou outro distúrbio alimentar. Quanto mais a dieta combinar com o estilo de vida e os gostos de cada um, maior será a probabilidade de dar certo.
8. O pensamento positivo é um "santo remédio"?
Verdade: Imaginar-se com o corpo ideal ajuda a manter a força de vontade quando estiver prestes a desistir.
9. O período pré – menstrual contribui para o aumento de peso?
Verdade:
A mudança de hormonas afecta realmente o comportamento alimentar nos dias pré – menstruais. Para a maioria das mulheres, a vontade de ingerir doces aumenta, para além de ocorrer uma ligeira retenção de líquidos.
10. Existem agora no mercado comprimidos e fórmulas modernas para emagrecer que não causam mal à saúde?
Mentira: Apesar de muitos especialistas afirmarem que sim, não existe nenhuma formula ou comprimido para emagrecer, e a maioria deles é composto por anfetaminas (moderadores do apetite), que fazem muito mal ao sistema nervoso, causando nervosismo, ansiedade, depressão, insónias, diminuição da memória, frigidez sexual e desentendimento familiar.
11. Sauna emagrece?
Mentira: Todo peso perdido é decorrente da perda de líquidos, e logo após a sua ingestão, o peso volta ao normal.

12. Existe obesidade mais e menos nociva à saúde?
Verdade: Além do grau da obesidade (quanto mais gordo o indivíduo, maior o seu risco), a distribuição da gordura no corpo também é um factor de risco. Assim, quando a pessoa tem acumulação de gordura no tórax (estômago alto), e principalmente na barriga (obesidade central ou em maçã), a probabilidade ter diabetes, pressão alta, colesterol elevado, problemas cardíacos é muito maior se tivesse excesso de gordura nos membros e nádegas (obesidade periférica ou em pêra). A obesidade central também é chamada de andróide, porque ocorre mais no sexo masculino, e a periférica de ginóide por ser mais comum nas mulheres.
13. Exercícios físicos são importantes em um programa de emagrecimento?
Verdade: Os exercícios físicos ajudam a emagrecer por dois motivos: aumentam o gasto calórico e tendem a relaxar a pessoa, diminuindo a ansiedade e a compulsão alimentar. Adicionalmente, são realizados adequadamente, e têm efeitos benéficos para o coração, pressão arterial, e para os pulmões. Embora existam actividades físicas mais completas do que outras(natação, por exemplo), o melhor exercício é mesmo aquele que a pessoa gosta de fazer.

Obesidade

A obesidade nos jovens é um problema que está afectar muitos jovens em Portugal e no mundo, e que está a preocupar muitos médicos.
A alimentação tem um papel muito importante no crescimento e desenvolvimento dos jovens, sendo por isso necessário estabelecer bons hábitos alimentares desde a infância para que, há medida que vão crescendo, esses hábitos se prolonguem. Uma nutrição adequada ao longo de toda a vida pode evitar o aparecimento de muitas doenças, tais como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, etc.
A obesidade, numa criança, é muito preocupante, visto que acarreta muitos riscos para a sua vida futura. O jovem poderá vir a ter o colesterol elevado, alterações ortopédicas, problemas cardiovasculares e respiratórios, etc. Os períodos críticos para o aparecimento desta doença são o primeiro ano de vida, a fase pré-escolar e a puberdade.
Para o aparecimento da obesidade concorrem vários factores como por exemplo, os factores genéticos, uma alimentação desequilibrada, falta de exercício físico, desequilíbrios emocionais, etc. os mais importantes são, sem duvida, a má alimentação e a falta de exercício físico das crianças de hoje em dia, que se deve essencialmente ao estilo actual das famílias. Os pais, cada vez mais ocupados, têm menos tempo para estar com os filhos, para lhes confeccionarem uma alimentação equilibrada e para os acompanhar na prática de exercício físico, o que faz com que as crianças passem a maior parte do tempo nas creches e nas escolas, e os seus tempos livres em frente ao computador e à televisão.
Para evitar, ou pelo menos controlar este grave problema, tem de haver uma acção conjunta entre pais e educadores, de modo a estimular as crianças e adolescentes a praticar exercício físico e a realizar refeições mais saudáveis e equilibradas, a fim de perder ou controlar o peso.






Principais causas de excesso de peso e obesidade:




Nas crianças e adolescentes são geralmente causados pela falta de actividade física, por padrões alimentares pouco saudáveis, sabendo-se que os factores genéticos e os estilos de vida são também um factor determinante no peso das crianças;
A nossa sociedade tornou-se muito sedentária: televisão, computadores e jogos de vídeo contribuem cada vez mais para a inactividade física das crianças e adolescentes;
43% dos adolescentes vêem mais de duas horas de televisão por dia;
As crianças (mais as raparigas) têm tendência a tornar-se menos activas conforme se vão aproximando da adolescência.

Obesidade em Portugal




As crianças de Portugal são as segundas mais gordas da Europa: 31,5% das nossas crianças são obesas. A principal culpa deste excesso de peso pertence aos Media, que levam a um consumismo exagerado de produtos alimentares, não pelo seu valor nutricional, mas pelo seu aspecto exterior. Porém, as crianças Portuguesas fazem cada vez menos exercício físico, pass ando as suas horas livres em frente ao computador, enquanto comem doces e batatas fritas. Estes dois factores (má alimentação e falta de exercício físico) têm graves repercussões a nível da saúde. A obesidade “impede as crianças de serem crianças”, visto que provoca diabetes, tensão alta, baixa auto – estima e dificuldades em brincar e em dormir.

Compulsão Alimentar

O comportamento de compulsão alimentar, ou em inglês "binge eating", é caracterizado pela ingestão de alimentos, em geral, muito calóricos, num curto espaço de tempo. Seguem-se horas sem comer, na esperança de estar a fazer dieta, e uma nova crise de voracidade. É semelhante à bulimia, mas sem vómitos, laxantes ou diuréticos. Afecta homens e mulheres, que sofrem de constantes oscilações no peso, embora tendem a acusar quilos em excesso. Por consumirem quantidades absurdas de alimento, os doentes costumam alimentar-se sozinhos e, em seguida, sentem um enorme sentimento de culpa e depressão. Normalmente são pessoas obesas que apresentam este distúrbio. E muitas vezes desconhecem que devem procurar tratamento e que não comem excessivamente por serem gordos "desavergonhados", mas sim por estarem doentes, precisando de ajuda.

Vigorexia

Vigorexia (Overtraining em inglês) ocorre quando o volume e a intensidade de exercício físico praticado por um indivíduo excede a sua capacidade de recuperação, e pode-se somar ao facto de apresentar uma auto – imagem um tanto distorcida, em quadro psicologicamente patológico.
Indivíduos acometidos desta síndrome (também chamada de Síndrome de Adônis), por maior que seja o volume dos seus músculos, sentem-se sempre lisos. Os indivíduos que sofrem deste síndrome passam muito tempo a olharem-se ao espelho e pesam-se a toda a hora.
É classificada como um
Transtorno Obsessivo Compulsivo. Afecta predominantemente indivíduos do sexo masculino, mas também se evidencia em indivíduos do sexo feminino, e em ambos os casos, estão associados à prática de musculação e do fisiculturismo.
O consumo crescente de
asteróides e anabolizantes com fins puramente estéticos é associado a esta síndrome.
Consequentemente, devido ao excesso de exercício físico, esses indivíduos podem sofrer problemas nos ossos e nas articulações.


Sintomas:

Orteroxia

Esta doença afecta, sobretudo, mulheres entre aos 18 e os 40 anos, que são obcecadas pela alimentação saudável. Escolhem apenas alimentos que, em seu entender, contribuem para o bom funcionamento do rganismo, libertando o corpo e a mente de impurezas. Defendem que tudo deve estar desinfectado, porque o ambiente asséptico origina saúde. Podem ser muito selectivos nos alimentos, evitando, por exemplo, os que contém sal, açúcar e conservantes, entre outros ingredientes que consideram nefastos. Esforçam-se para resistir a “tentações menos saudáveis” e, se tiverem algum deslize, castigam-se com dietas ainda mais rigorosas ou jejuns. Estas restrições obsessivas podem levar a carências de nutrientes. Os ortoréxicos têm, frequentemente, problemas de relacionamento social.

Bulimia

Este distúrbio consiste em ingerir grandes quantidades de alimentos e depois utilizam métodos compensatórios, tais como vómitos auto – induzidos, uso de laxantes e/ou diuréticos e prática de exercícios extenuantes como forma de evitar o ganho de peso pelo medo exagerado de engordar e para livrar do excesso de comida ingerido. Diferentemente da anorexia nervosa, na bulimia não há perda de peso, e assim médicos e familiares têm dificuldade de detectar o problema.
ormalmente as jovens conseguem manter o seu peso normal porque, embora tentem perder peso através da indução do vómito e do uso de laxantes, o facto é que têm períodos de alimentação compulsiva que não conseguem controlar. Estes episódios caracterizam-se por ingerir grandes quantidades de alimentos gordos em curtos espaços de tempo. Depois destes episódios a bulimia ira induzir o vómito e sentir-se muito culpada e deprimida. Assim, cria-se um ciclo vicioso que elas não conseguem ultrapassar e este padrão caótico de alimentação instala-se.


Sintomas da Bulimia:



  • Ingestão exagerada de alimentos em curtos períodos de tempo, sem o aumento correspondente do peso corporal;

  • Uso de laxantes e diuréticos;

  • Dietas severas intermediadas pelos tais episódios;

  • Distúrbios depressivos, de ansiedade, auto – mutilação;

  • Medo de engordar;

  • Peso normal;

  • Irregularidade dos períodos menstruais;

  • Comportamento compensatório inadequado e recorrente, com o fim de prevenir o aumento de peso, como auto-indução de vómito, uso indevido de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos, jejuns ou exercícios excessivos;

  • Arranjar desculpas para ir sempre à casa e banho depois das refeições;

  • Grandes variações de humor; Inflamação na garganta (inflamação do tecido que reveste o esófago pelos efeitos do vómito); Face inchada e dolorida (inflamação nas glândulas salivares);

  • Cáries dentárias; Desidratação; Desequilíbrio electrolítico; Vómitos com sangue;

  • Dores musculares e cãibras.

Causas:



A respeito das causas da bulimia pouco se conhece, possivelmente existe um modelo onde múltiplas causas interagem para o surgimento do distúrbio, incluindo aspectos sócios – culturais, psicológicos, individuais e familiares, neuroquímicos e genéticos.
Os aspectos sócio – culturais têm sido apontados, actualmente, como fortes desencadeantes da doença, a magreza extrema é encarada como ideal de beleza, poder, auto controle e modernidade. A propaganda das dietas convence o público de que o corpo pode ser modelado, suscitando deste modo a busca.



Como se desenvolve?


Muitas vezes, leva tempo para se perceber que alguém tem bulimia nervosa. A característica principal é o episódio de comer compulsivo, acompanhado por uma sensação de falta de controlo sobre o acto e, às vezes, feito secretamente. Os comportamentos direccionados a controle de peso incluem jejum, vómitos auto – induzidos, uso de laxantes, diuréticos, e exercícios físicos extenuantes. O diagnóstico de bulimia nervosa requer episódios com uma frequência mínima de duas vezes por semana, por pelo menos três meses. A fobia de engordar é o sentimento motivador de todo o quadro. Esses episódios de comer compulsivo, seguidos de métodos compensatórios, podem permanecer escondidos da família por muito tempo.
A bulimia nervosa ataca as adolescentes um pouco mais velhas, em torno dos 17 anos. Pessoas com bulimia têm vergonha de seus sintomas, portanto, evitam comer em público e evitam lugares como praias e piscinas onde precisam mostrar o corpo. À medida que a doença vai se desenvolvendo, essas pessoas só se interessam por assuntos relacionados à comida, peso e forma corporal.



Tratamento:



  • Diagnóstico e cuidados médicos – quanto mais cedo melhor;

  • Psicoterapia – individual, familiar e/ou de grupo;

  • Terapia comportamental;

  • Medicamentos anti – depressivos são usados em alguns casos;

  • Terapia nutricional;

  • Participação de grupos de apoio;

  • Programas de tratamento em regime de "paciente externo";

  • Hospitalização – se a perda de peso for suficiente para deixar a pessoa com peso 25 % abaixo do limite inferior do peso saudável e/ou está a afectar o funcionamento de órgãos vitais.


Como prevenir?



Uma diminuição na ênfase da aparência física, tanto no aspecto cultural como familiar, pode eventualmente reduzir a incidência desses quadros. É importante fornecer informações a respeito dos riscos de regimes rigorosos para obtenção de uma silhueta "ideal", já que eles desempenham um papel fundamental no desencadeamento dos transtornos alimentares.
Para além da anorexia e da bulimia, já classificadas como doenças, existem outras perturbações do comportamento alimentar.

Anorexia

Distúrbio alimentar resultante da preocupação excessiva com o peso corporal, que pode provocar problemas psiquiátricos graves. As características essenciais da Anorexia Nervosa são a recusa do paciente a manter um peso corporal na faixa normal mínima associado a um medo intenso e constante de ganhar peso. A Anorexia Nervosa é então, um transtorno alimentar caracterizado por limitação da ingestão de alimentos, devido à obsessão de magreza e ao medo mórbido de ganhar peso. Normalmente a pessoa anoréctica mantém um peso corporal abaixo de um nível normal mínimo para sua idade e altura. A perda de peso nas pessoas com Anorexia Nervosa é obtida, principalmente, através da redução do consumo alimentar total, embora alguns pacientes possam começar a dieta excluindo de sua dieta aquilo que percebem como sendo alimentos altamente calóricos. De modo geral, a maioria dos pacientes termina com uma dieta muito restrita, por vezes limitada a apenas poucos tipos de alimentos. Nos casos mais graves o paciente adopta métodos adicionais de perda de peso, os quais incluem auto-indução de vómito, uso indevido de laxantes ou diuréticos e prática de exercícios intensos ou excessivos.
A anorexia habitualmente tem início na adolescência, sendo uma das principais causas de origem as vulgares dietas que os adolescentes fazem. Cerca de 1/3 dos pacientes com anorexia tinha peso a mais antes de iniciar a dieta. Ao contrário das dietas comuns, que terminam quando o peso desejado é alcançado, neste distúrbio alimentar a dieta e a perda de peso continuam até que a pessoa atinge níveis de peso muito inferiores aos esperados na sua idade. Uma pessoa com anorexia não perde o apetite, o que se passa na realidade é que a pessoa o controla drasticamente.
A anorexia possui um índice de mortalidade entre 15 a 20%, o maior entre os transtornos psicológicos, geralmente matando por ataque cardíaco, devido à falta de
potássio ou sódio (que ajudam a controlar o ritmo normal do coração). Pode ser causada por distúrbio da auto – estima.
Embora o termo "anorexia" signifique "perca de apetite", o que se passa na realidade é que a pessoa com anorexia mantém o seu apetite normal mas controla drasticamente o mesmo. Com o decorrer do tempo, a anoréctica pode começar a sofrer de sintomas opostos, próprios da bulimia e tentará, para eliminar aquilo que ingeriu, tomar laxantes ou provocar o vómito de modo a controlar o peso. Ao contrário das pessoas que sofrem de bulimia nervosa "pura", nas anorécticas o peso continuará a ser muito baixo.

Sintomas da anorexia:



  • Medo de engordar;

  • Restrição alimentar;

  • Perca excessiva de peso num curto espaço de tempo;

  • Prática exagerada de exercício físico;

  • Perda de erecção nos rapazes;

  • Preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos;

  • Depressão profunda; comportamentos obsessivo - compulsivos;

  • Visão distorcida do próprio corpo (apesar da sua extrema magreza, estas pessoas vêem-se com excesso de peso);

  • Comportamento auto – destrutivo, auto – punição por algum erro imaginário

  • Não assumir a fome;

  • Isolamento social;

  • Perda de cabelo;

  • Frequência cardíaca e pressão arterial baixas;

  • Instabilidade emocional (alteração de humor);

  • Tendências suicidas;

  • Bulimia, que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anorécticas;

  • Anemia, devido ao baixo nível de ferro;

  • Osteoporose, devido ao baixo nível de cálcio para o intestino absorver;

  • Dores de cabeça;

  • Descalcificação dos dentes; cárie dentária;

  • Lábios muito secos;

  • Deficiências no sistema endócrino, que levam à parada do ciclo menstrual em mulheres (amenorreia);

  • Pobre circulação do sangue, resultando em cor roxa em extremidades;

  • Diminuição ou ausência da libido; nos rapazes poderá ocorrer impotência e dificuldade em atingir a maturação sexual completa, tanto a nível físico como emocional;

  • Crescimento retardado ou até paragem do mesmo, com a resultante malformação do esqueleto (pernas e braços curtos em relação ao tronco);

  • Obstipação grave;

  • Danos intestinais, quando o anoréctico faz uso excessivo de laxativos;

  • Danos ao rim, quando o anoréctico faz uso excessivo de diuréticos;

  • Acumulação de fluidos no calcanhar durante o dia e em torno dos olhos durante a noite;

  • Aparecimento de lanugo;

  • Peso corporal em 85% ou menos do nível normal;

  • Negação quando questionado sobre o transtorno.


Causas e grupos de risco:

A anorexia nervosa afecta muito mais pessoas jovens (entre 15 a 25 anos), e do sexo feminino (95% dos casos ocorrem em mulheres).
Muitos especialistas acreditam que a influência dos media, que é a principal, mas não a única, causa de transtornos alimentares. Isto porque a media , impõem o estereótipo em que a magreza é um factor importantíssimo, senão indispensável, para o sucesso social e económico de uma pessoa, desde redes de
televisão até filmes e revistas. Tal influência é bastante negativa em crianças e adolescentes, cuja personalidade está em formação, e casos de adolescentes anorécticas entre 11 e 14 anos existem com relativa frequência.
Tal pode acontecer quando os aspectos biológicos incluem as alterações hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfunções de neurotransmissores cerebrais, ligados à regulação normal do comportamento alimentar e manutenção do peso, além dos aspectos genéticos.
Pessoas que passaram por eventos traumáticos anteriormente, como rejeição familiar ou abuso físico e/ou sexual, também possuem um maior risco de serem anorécticas.
Pessoas em certas profissões, como atletas,
bailarinos, dançarinos, ginastas ou modelos, podem motivar uma pessoa a decidir por diminuir seu peso, possivelmente resultando em um transtorno alimentar. O perfeccionismo também é um factor de risco.

Tratamento para a anorexia:



A anorexia nervosa, por ser uma doença com raízes psicológicas, é difícil de ser tratada e curada. Uma vez diagnosticada, o anoréctico passa por terapia individual, terapia em grupo e terapia familiar, em casos leves e moderados. Punições contra recaídas geralmente são pouco efectivas, uma vez que o objectivo do anoréctico é emagrecer a todo custo. A força de vontade do anoréctico em tratar-se é importante, mas como a negação do problema é frequente. Médicos, terapeutas e familiares precisam ser pacientes enquanto motivam e apoiam o anoréctico na sua recuperação. Paciência, diálogo e motivação são essenciais no tratamento contra a anorexia.
Uma das primeiras dificuldades é a que diz respeito à aderir o paciente ao tratamento, pois a negação da doença é muitas vezes parte integrante do quadro. As pacientes com anorexia nervosa em geral desconfiam dos médicos, os quais elas percebem como inimigos e interessados apenas em realimentá-las, em fazê-las perder a vontade de controlar seus pesos. Portanto, o médico deve encorajar hábitos alimentares normais e ganhos de peso sem que isto se torne o único foco do tratamento.
Dependendo das condições clínicas da paciente, é necessário, muitas vezes, proceder a internação da paciente para restabelecimento de sua saúde em ambiente hospitalar. A família deve ser orientada sobre a gravidade do problema, sobre falsas expectativas e de que a cura não será fácil.
Deve proceder-se ao mesmo tempo a uma recuperação psicológica, trabalhando para o aumento do auto – estima, e valorização da imagem, prevenindo desta forma uma recaída. O tratamento psicológico será uma constante ao longo de toda a vida, visto estes doentes serem pessoas com perturbações psiquiátricas graves, e só assim se poder garantir o sucesso do tratamento.

Distúrbios Alimentares

Todos nós comemos, não só porque necessitamos de o fazer, como também porque nos dá prazer. No entanto, como em qualquer comportamento humano, o modo de nos alimentarmos varia grandemente de pessoa para pessoa. Algumas pessoas comem mais, outras menos; algumas engordam com facilidade, outras não. Mas algumas pessoas chegam ao extremo de se magoarem a si mesmas, comendo em excesso ou restringindo a sua alimentação de uma forma abusiva. Nestes casos, podemos falar, respectivamente, de bulimia nervosa e anorexia nervosa.
Embora seja aparentemente fácil distinguir estas duas perturbações alimentares, as pessoas que sofrem das mesmas, por vezes, têm sintomas comuns, acontecendo frequentemente a bulimia desenvolver-se depois de um período de meses ou anos de sintomas anoréticos.
As mulheres sofrem destas perturbações dez vezes mais do que os homens, pelo que ao longo deste texto nos referiremos sobretudo às pessoas do sexo feminino. No entanto, também os homens devem ler este documento com atenção e procurar ajuda se acharem conveniente. Muitas das vezes, estas perturbações alimentares têm início na adolescência, enquanto os jovens ainda estão em casa. O apoio dos pais será essencial para que o processo terapêutico seja bem sucedido.